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Negócio em Família, como ser Feliz?


Por  Anna Carolina Moraes A. Penna.



Quando surgiu a possibilidade, em 2006, de ser sócia da minha irmã menor em um Bistrô eu inicialmente relutei, confesso. Hoje, passados 14 anos dessa sociedade, eu digo a quem me pergunte como foi ter um bistrô e uma cafeteria tendo como sócia minha irmã e posteriormente minha mãe. Foi um presente. Pena que nem todo mundo que se arrisca em ter um Negócio em Família possa dizer o mesmo.


Justamente por saber de algumas dores e alegrias desse tipo de sociedade, quis escrever para você que tem como sócio algum familiar: dá para ser Feliz em um Negócio em Família.


O que eu posso te passar são experiências que deram certo e podem te ajudar. Esse tripé Negócio x Família x Dinheiro tem sempre uma tensão pois gira em torno de assuntos sensíveis, com bagagem emocional e que precisam ter o mínimo de maturidade ao serem vividos.


No momento que duas pessoas (podendo ser mais, obviamente) se propõem virarem sócias, costumo dizer que não chamamos o nosso desafeto para uma sociedade, não é? Então, baseado justamente nessa sintonia e afinidade que o negócio tem que ser administrado.


Em um primeiro momento sugiro que você entreviste o seu sócio/familiar. Sim! Entreviste-o! Não na intenção de não fazer a sociedade, mas para conhece-lo melhor, saber sua experiência anterior com detalhes e perguntar sobre o que ele almeja para o futuro. Não podemos esquecer que nem todo primo que sabe muito sobre cerveja artesanal será o melhor sócio de um bar. Nem aquela tia que cozinha um risoto delicioso no domingo será uma chef cozinha de um restaurante que você intenciona colocar as suas economias.


Negócio nasce Negócio. Negócio demanda responsabilidade, maturidade e foco para atravessar tantos desafios como qualquer um, mas no caso de um Negócio em Família, a relação interpessoal é muita das vezes colocada à prova e acaba sendo arranhada.