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Sem medo, empreendedores investem em negócios não essenciais durante a pandemia

Por Márcia Cristina.


Apostando em vendas online, delivery e ações de marketing, dificuldades não acabam com o sonho de empreender dos brasileiros


Mesmo em meio a maior crise sanitária e econômica, empreendedores brasileiros continuaram a abrir negócios considerados não essenciais durante a pandemia. No período de um ano, foram abertas mais de 3,5 milhões de empresas, sendo que o melhor mês foi em janeiro de 2021 e o pior em abril de 2020, dados apontados pelo Mapa das Empresas divulgado pelo Ministério da Economia. Apesar do vaivém das medidas restritivas, para muitos empreendedores o período foi de oportunidades.


É o caso do casal de empresários Daniela Reimão e Carlos dos Anjos, que inauguram no bairro de Perdizes, Zona Oeste da capital paulista, uma franquia da Anjos Colchões & Sofás. Os dois trabalhavam na área de tecnologia e, em março de 2021, optaram pelo franchising e decidiram colocar em prática o projeto de empreender. Com as medidas de isolamento e o fechamento do comércio não essencial, utilizaram os canais do whatsapp para realizar as vendas.



Outro exemplo de empreendedores que se arriscaram em meio a pandemia e recorreram ao franchising para abrir o próprio negócio foi o casal Rosana Vasco Tomé de Sousa e Aguinaldo Tomé de Sousa, ambos administradores de empresas, que abriram no bairro de Moema, Zona Sul da capital paulista, uma loja da rede Chocolateria Brasileira. Os franqueados contam que a oportunidade de negócios surgiu em uma boa hora. Devido uma queda nos preços das locações de pontos comerciais, encontraram uma excelente localização para empreender. Durante as medidas impeditivas para abertura do comércio, as vendas são realizadas via delivery, através do WhatsApp e também em parceria com o aplicativo iFood.



Já para Francisca Fortunato, que trabalhou por muitos anos com marketing, empreender em meio à crise trouxe um desafio ainda mais saboroso - que muito tem a ver com o negócio escolhido -, a rede Bendito, de cookies, brownies e cafés. Como a inauguração da loja coincidiu com o início da quarentena, ela ficou ainda mais próxima dos clientes, por meio das entregas e retiradas na porta da loja, que permaneceu fechada por bastante tempo. Depois, com a flexibilização, sentiu que o primeiro contato com os clientes, mesmo que de longe, foi suficiente para fidelizá-los, ainda que com pouco tempo de operação. As vendas são feitas por meio do delivery como Ifood, Rappi e contato direto com a loja, via WhatsApp.



Mesmo diante de todas as incertezas do mercado, o consumo do pão, principalmente o francês, é quase obrigatório. Em São Paulo, a mais populosa cidade do Brasil, por exemplo, o consumo durante a pandemia pulou de 18 para 20 milhões de unidades ao dia, segundo dados do Sindicato dos Industriais de Panificação e Confeitaria de São Paulo, o Sampapão. Aproveitar essa paixão e atrelá-la a um modelo de negócio fez com que a PremiaPão, franquia que comercializa espaços publicitários em saquinhos de pães, conseguisse manter confortável o crescimento em 2020, mesmo diante do cenário desfavorável que se descortinou ao longo do ano, e vendesse 113 franquias no período, arrecadando um montante de R$ 3 milhões.





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