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Empresária Argentina Conquista o Brasil com Escolas de Gastronomia

Mesmo sem ter experiência no setor de gastronomia, o casal acreditava que tinha o necessário para abrir uma escola.


Por Carina Brito



A argentina Brenda Zicarelli, 45, abriu mais de trinta unidades do IGA no Brasil (Foto: Divulgação)

A gastronomia nunca foi a primeira opção de Brenda Zicarelli, 45. Em 2000, ela saiu de Buenos Aires para morar em Rafaela, uma cidade do interior da Argentina, onde passou a ensinar computação na escola do marido Alejandro Javier. O negócio começou a dar errado em 2001, época em que a Argentina enfrentava uma grave crise econômica e o casal não conseguia arcar com o alto custo para atualizar os equipamentos.


Para tentar uma nova saída, eles pesquisaram em quais setores valeria a pena investir e encontraram a gastronomia.


“Vimos que não existiam aulas de culinária no interior da Argentina. Quem precisava estudar, tinha que se mudar para cidades como Rosário, Córdoba e Buenos Aires”, conta Brenda.

Mesmo sem ter experiência no setor de gastronomia, o casal acreditava que tinha o necessário para abrir uma escola.Somos graduados em computação, mas sempre trabalhamos com educação e gerenciando empresas. Não importa o que você está ensinando, mas a metodologia. Agora, iríamos gerenciar uma escola de culinária”. Decidiram, então, abrir simultaneamente as duas primeiras unidades do Instituto Gastronômico (IGA) nas cidades Rafaela e São Francisco, que ficam próximas uma da outra.


Brenda conta que o negócio começou a fazer sucesso rapidamente. “Os estudantes evoluíram muito e melhoraram a culinária dos estabelecimentos em que já trabalhavam”. A escola chamou atenção de empresários e, em um ano de funcionamento, foram abertas sete franquias. Para Brenda, um dos motivo do sucesso do curso é o conteúdo abrangente. Os alunos aprendem todas as técnicas básicas da cozinha, como a cortar os alimentos, fazer uma apresentação dos pratos preparar doces e pães. Eles também aprendem sobre culinária internacional, que inclui pratos de origem japonesa, espanhola e italiana. Mas para a empresária, o maior diferencial da instituição é oferecer mais do que apenas aulas de culinária.


“Ensinar como cozinhar não é o bastante. Queremos que eles aprendam como abrir um novo negócio.”

A empresa continuou crescendo até que, em 2008, eles abriram as primeiras franquias internacionais, no Paraguai e no Uruguai. De acordo com Brenda, é preciso ter alguns cuidados antes de aceitar uma franquia fora da Argentina. “É importante conhecer a cultura e respeitar as leis locais. Informar-se, pesquisar e se atualizar são premissas para uma empresa saudável. Em outro país, essas tarefas devem ser redobradas”, explica. 


O IGA conseguiu se consolidar no setor de culinária e faturou R$ 41 milhões em 2017. Para 2018 a expectativa de faturamento é de R$ 50 milhões.


Expansão para o Brasil


A primeira franquia da Rede IGA chegou ao Brasil em 2009. Foram abertas cinco unidades em cinco estados: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. O planejamento prévio incluiu esmiuçar o funcionamento do franchising brasileiro e ter a certeza de que o modelo de negócio vingaria e geraria lucro para o investidor.


E o negócio deu certo por aqui. O IGA fechou o ano de 2017 com oito mil alunos inscritos e 33 escolas em operação em 12 estados brasileiros. Segundo Brenda, há outros empresários interessados em abrir novas unidades no Brasil.


Este texto foi publicado originalmente no site da revista PEGN.

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